19 dezembro, 2014

Sobre o nosso fim


Oi, espero que esteja bem. Espero que ainda se lembre de mim quando olha pra lua. Quantas vezes me pego pensando "como nos tornamos dois desconhecidos que se conhecem tão bem?", é difícil ás vezes aceitar que a gente acabou de verdade, pra valer, sem voltas dessa vez. Era amor eu sei que sim. Ao menos da minha parte, era amor. Ta difícil pra mim saber que você está seguindo sua vida sem mim, e eu seguindo a minha sem você. Por mais que eu diga a todos que você é página virada, é passado, você continua mais vivo que nunca aqui dentro de mim. Ainda escuto ás músicas que você me mandou, ainda choro todas as vezes que o calendário marca a data do nosso começo de namoro, e do término também. Pois é, começamos e terminamos o namoro no mesmo dia, e eu ainda não consigo entender porquê acabou.

13 dezembro, 2014

Você deixou saudades, Chorão


Eu tinha um ídolo, na verdade ainda tenho. Ele já se foi a mais de um ano, e morreu no dia 6 de fevereiro de 2013. Ele me ensinou tantas coisas com suas músicas, frases e pensamentos, e pra falar a verdade, ele não era nenhum cara certinho que a sociedade deveria seguir, mas acima de tudo, ele era um grande homem e de bom coração. Eu tenho orgulho de dizer que sou fã desse cara, de dizer que até hoje escuto suas músicas e que cada vez aprendo mais um pouco. A cada frase, a cada música, um novo aprendizado. Alguns devem estar se perguntando quem é esse grande homem, outros já sabem quem foi, e quem é esse grande homem. Alexandre Magno Abraão, vulgo Chorão, cantor e vocalista da banda Charlie Brown Jr.

Não interessa o que ele fazia o que ele usava, onde frequentava. Não me importa se ele não era um bom exemplo como ser humano apenas pelas coisas que ele consumia, mas a verdade é: não consigo julgar quem nunca fez mal a ninguém, a não ser a ele mesmo, indiretamente.  Eu sempre irei me lembrar do momento em que fiquei sabendo que o meu ídolo havia partido para longe. Sempre irei lembrar-me de como me senti naquele momento. Como assim eu nunca mais iria ouvir novas músicas do Chorão? Como assim eu nunca iria poder ter o privilégio de ir a um show da minha banda favorita? No primeiro momento, perdi o chão.

Eu sei bem, ele morreu por burrice, mas ninguém sabe o que o Chorão sentia naquele momento. “Mas ele tinha muito dinheiro e tinha tudo para ser feliz, para viver bem”. Desde quando dinheiro trás felicidade? Não, dinheiro não trás felicidade, e talvez muitos por ai devem estar se sentindo da mesma forma que ele se sentiu durante todo aquele tempo, até que resolveu deixar todos os seus fãs, familiares e amigos. Se ele está em um bom lugar, eu não sei ao certo, mas sempre irei me lembrar com carinho e com saudade do Chorão. Ainda não entendo o porquê que tudo havia que acabar assim, mas ainda que fosse diferente, eu iria carregar comigo todas as suas músicas que me ensinaram a enfrentar de cara os problemas, a agradecer a Deus por tudo que tenho, a ser sempre eu mesma, a ter caráter.


Tu deixou saudade vagabundo, assim como eu nunca irei me conformar com a tua partida, muitos também nunca irão entender porque você resolveu ir embora assim, sem motivos. Obrigada por quem foi, obrigada por ter ajudado muitos direta e indiretamente. Se a sociedade te descriminou e te apontou o dedo, eu te agradeço pelas coisas que me ensinou, por tudo que conseguiu e pelo ser humano que se transformou. Eu, seus fãs, sua família e amigos sentem orgulho de dizer quem foi o grande Alexandre, quem foi o grande Chorão. É com grande tristeza e saudade que escrevo esse texto, é com grande admiração que te digo: obrigada irmão! 

05 dezembro, 2014

Presa a minha liberdade


Éramos apaixonados um pelo outro, ou ao menos achávamos que eram. Eu nunca consegui entender o porquê nunca consegui manter meu foco em uma pessoa só, não por muito tempo. Sempre me cansava, me entediava das mesmas conversas, da mesma rotina. Eu nunca fui de seguir rotinas, hoje eu era uma pessoa, amanhã eu era outra e assim por diante, não que eu tivesse duas personalidades, mas é que a cada dia eu acordava diferente, com vontades diferentes, com rumos diferentes, e juro que nunca entendi o porquê disso.  Sempre via minhas amigas com aquelas paixonites platônicas, que elas queriam para sempre ao seu lado, enquanto eu procurava ler algum livro longe de romances bonitinhos.

Acho que eu nunca consegui me prender de verdade a um garoto, a uma paixão, a um amor. Pra mim, tanto faz eu querer ta com um algum hoje, como amanhã eu queria estar só. Sempre amei o fato de ser livre, a liberdade me completava e até hoje é assim. Não costumo carregar ninguém, adotei aquela coisa de que a gente nasce sozinha e morre sozinho, então, ainda levo comigo essa ideia. Não que eu seja uma garota qualquer que gosta de um garoto hoje, de outro amanhã, mas é que quando eu penso “dessa vez vai”, mas meu coração faz o favor de dizer “nem se anime, ainda não é dessa vez.”. 
  
É complicado demais ser assim, a gente sempre acha que vai acabar sozinho, não por vontade própria mais sim porque teu coração insiste em não se apegar a ninguém.  O porquê de ele ser assim? Decepções talvez. É decepções define bem. Sempre que acho que estou amando de verdade, sempre que digo o primeiro “eu te amo”, no outro dia parece que todo encanto se quebrou, se foi. Por mais que eu tente, por mais que eu insista, eu não consigo, é mais forte que eu.  Ás vezes ou quase sempre, me sinto uma pessoa vazia. Vejo todos casando, tendo filhos, enquanto eu só quero viajar pelo mundo, conhecer gente nova e ser livre.  Sempre gostei de ser livre, infinita como o céu, a lua, as estrelas. 


Respiro fundo, e quando penso “eu sou livre”, sempre sorrio e me sinto a pessoa mais feliz do mundo. Esse sentimento de liberdade não tem preço, por isso talvez, não consigo me prender a ninguém. Eu nasci pra ser livre, nasci pra ser dona de mim mesma, pra mandar e desmandar em mim como eu bem entender, e se os outros não gostam que se danem os outros, eles são apenas os outros, e sempre serão os outros. Mas, se bem que ás vezes da aquela saudade de chamar alguém de seu, passar horas no celular conversando bobagens, ter aquela cara idiota de garota apaixonada, mas logo em breve, essa sensação passa. Tudo passa, até minha vontade de ser de alguém fixamente. 

(Jheny Lopes)

26 novembro, 2014

Desde quando ele se foi...


Já completou um ano que ele se foi. Para alguns um ano só tem 12 meses, 365 dias, mas para mim é muito tempo. Ainda lembro-me bem quando ele disse que quando chegasse em casa ligaria para mim, só para ouvir minha voz e dar boa noite, e pela primeira vez ele não ligou. Fiquei esperando durante horas aquela ligação, eu sabia que ele nunca me deixaria esperando, mas dessa vez, o celular não tocou. Entrei em aflição, eu senti que algo havia acontecido.  O Jhon havia sofrido um acidente de carro no caminho  e não havia sobrevivido. E agora? Como que eu fico nessa história?

16 novembro, 2014

Eu não sei o que to fazendo da minha vida


Sabe aquela frase que diz: Eu não sei o que eu tô fazendo da minha vida? Então, nos últimos dias ela tem me definido muito bem. Eu realmente não sei o que estou fazendo, não sei se vou, se fico, se volto, se me mudo, se continuo no mesmo lugar, eu realmente não sei. Quando eu era criança, sempre que me perguntavam com que idade eu queria estar bem sucedida, ter uma casa, um carro na garagem, uma família, eu respondia 20 anos. Essa era a idade que eu sempre falava para todos que eu seria independente, dona do meu nariz, teria tudo que eu queria sem precisar de ninguém, mas não é bem assim, o tempo passa muito rápido e muitas das vezes a gente vai empurrando os anos com a barriga, sem fazer nada pra mudar, só quer que aquele ano termine na esperança de um ano melhor chegar.