03 fevereiro, 2017

Que a vida me traga você



Eu queria mesmo era acordar com você ao lado. Saber que sou amada e sentir que realmente sou muito amada por alguém. Não adianta ninguém me perguntar quem é o tal felizardo que ganhou meu coração porque eu tenho péssimas notícias, eu nem sei se ele existe. E eu não estou louca, mas a verdade é que eu tenho esperanças que deve ter alguém por ai que me procura assim como eu o procuro. É aquela coisa né, quando tiver que acontecer, irá acontecer.

Eu adoraria receber flores, não importa se um buquê ou se será apenas uma rosa, mas eu queria saber que alguém pensou em mim quando voltava de algum lugar, e olhou para uma rosa e lembrou logo de mim e resolveu comprar. Pra você pode parecer um gesto careta do século passado, mas pra mim ainda vai continuar sendo uma das coisas mais lindas. Flor significa amor, flor significa "pensei em você", ah se vocês souberem o que uma flor só pode representar, mas não se prenda aos significados.

Eu desejo abrir meus olhos pela manhã, pegar meu celular e ver que alguém me deixou um bom dia, mas não um bom dia qualquer, mas o seu bom dia falando que sentiu a minha falta e que ficou acordado pensando na tarde anterior que passamos juntos. Não sabe como tornaria meu dia melhor, afinal, nossa geração ta tão conectada a quebrar corações, colecionar bocas e sexo em uma noite só, não demonstrar o que sente e fingir que não tem um coração. Ah, mal sabe eles que quando for amor de verdade não tem força de vontade que impeça.

Eu espero muito por esse alguém, e não venha me falar que procuro alguém perfeito, pois tudo que eu preciso é de carinho, amor e atenção de alguém que talvez eu ainda nem conheço. Quero me sentir especial e fazer essa pessoa se sentir especial. Também queria exatidão sobre quando esse alguém irá aparecer ou simplesmente se revelar, mas o que seria da vida sem um toque de mistério não é mesmo? Eu Quero, eu adoro, eu desejo e eu espero de verdade que a vida algum dia resolva me sorrir,

28 janeiro, 2017

Amores de balada



Amar não é complicado. Mas falo sobre amor verdadeiro, daqueles que só vemos nos contos de fadas e olhe lá, daqueles que você suspira e pede a Deus para um dia acontecer com você. Não falo dos amores de balada, dos "peguetes" das festas e dos garotos pegadores que ficam no carnaval, mas acredite quem quiser, o amor verdadeiro não escolhe local para acontecer, ele apenas se sente confortável em um lugar qualquer e resolve aparecer quando menos se espera, acontece como uma brisa que limpa a alma quando sopra, acontece quando sorrimos para alguém no ônibus e nunca iremos saber quem é.

Um dia me falaram que quando você corre atrás da borboleta, ela se sente desafiada a voar para mais longe, mas quando menos se espera, quando você está ocupado escolhendo qual próximo filme que irá assistir, ela pousa em seu ombro e lhe trás novas aventuras para viver, novos ares para apreciar, novos momentos para guardar na caixa de favoritos do peito e a vida vai passando, e em um dia inesperado o amor verdadeiro irá sorrir para você no shopping, ou pedir para dançar com você na balada.

Não se iluda que o amor só irá aparecer quando estiver tomando café num dia frio na cafeteria mais próxima a sua casa, ou quando estiver voltando para casa ele irá esbarrar com você acidentalmente. O amor não costuma se repetir, ele adora inovar então não se espante quando ele te encontrar e você estiver numa festa tão bêbada a ponto de nem se aguentar em pé, então o amor vai te sorrir e te levantar, te abraçar e te cuidar. É inusitado eu sei, mas não é impossível.

Estamos tão acostumados com os contos de fadas que queremos que aconteça exatamente do mesmo jeito com todos nós, mas sabe, o inusitado é mais interessante, o diferente é mais esperado e mais desafiador. Queira inovar as histórias de amor, queira uma história para contar diferente do que todos já ouviram, se jogue na vida e não se prive em busca do seu príncipe encantado porque muitas das vezes ele vem fantasiado de "cafajeste pegador de todas na balada". Quando se trata do amor, ele muda as pessoas, então queira essa mudança em sua vida, seja diferente, viva.

15 novembro, 2016

Amores do século atual


Sempre quis alguém, um alguém daqueles filmes de romance que te dá esperança de que o amor ainda existe, e que a pessoa especial irá aparecer em sua vida quando você estiver caminhando na praia, ou tomando café em uma cafeteria qualquer. Mas também aprendi que a realidade é muito diferente, e que nada acontece como nos filmes, a vida é bem mais real do que aceitamos, e amores como nos dos filmes acontecem para uma pessoa dentre um milhão, otimista de minha parte, sim.

Nunca entendi porque o ódio prevalece tanto, porque ás pessoas não demonstram que gostam das outras ou então quais os motivos de que perdem o interesse umas pelas outras de uma forma tão banal, como se não valessem nada. Vivemos na época que a aparência e os bens materiais valem bem mais do que um amor recíproco e que por isso o amor se tornou algo tão incomum e tão clichê. É difícil de explicar, mas ainda procuro alguém que me ame como nos séculos passamos, alguém que queira ser tão intenso quanto eu.

Atualmente, as pessoas preferem noites numa balada beijando várias bocas do que uma noite em casa com alguém que você sabe que estará lá quando amanhecer, e que se você precisar ela dará á cara a tapa, mas isso é ser cafona, isso é ser ridículo, isso é patético para a maioria, mas confesso que prefiro ainda sim ser patética, prefiro ter alguém que vai me amar quando o sol nascer, que estará comigo quando os tempos ruins chegarem e que sei que estará lá sempre por mim.

Onde encontrar um alguém assim? Bom, está difícil. O mundo aprendeu a se doar menos por causa de experiências ruins, aprenderam a negar sentimento, esconder e até mesmo fazer pouco. Eu não entendo como muitos conseguem ser tão rasos a ponto de sentir tão pouco, de esconder algo que deveria ser tão comum, de ser meio termo.Confesso que queria muito entender, mas quanto mais eu busco respostas, mais dúvidas me aparecem e mais chocada eu vou ficando.

17 setembro, 2016

Maré de coisas ruins


A gente vai crescendo, e crescendo, e crescendo. Mas nossos sonhos vão diminuindo com o passar dos dias, é verdade. Quando fomos crianças, tínhamos sonhos de crescer e dominar o mundo, e num piscar de olhos crescemos e tudo que tínhamos quando crianças se perde pelo caminho. Apenas vamos deixando os dias passar e nos guiar para onde quer que seja, para um lugar onde nem sequer existem mais sonhos. Apenas vamos existindo.

É insuportável a ideia de crescer e não ser nada aquilo que nós quisemos quando crianças, talvez médico, professor ou advogado. Hoje somos nada. É como se ninguém notasse que estamos ali e apenas olhamos para os dois caminhos que nos restam e escolhemos aquele que melhor nos convém, o que traga menos dor ou melhor, o que nos dê algum tipo de luz no fim do túnel. Nem precisa ser um farol, se for a luz de um vagalume já serve.

Hoje eu só queria me encontrar, onde sei lá quando eu fui esquecida no passado. Queria abrir a janela e ter motivos para sorrir, para viver ou até mesmo para acordar todos os dias, mas tudo que eu quero é deitar e dormir o resto da vida ou possivelmente até esse mar de coisas ruins passar e me tornar um alguém melhor. Que Deus esteja comigo nessa maré ruim, e permaneça quando a boa chegar, e quando ela chegar, eu irei dizer: Consegui.

28 julho, 2016

As fases


Quando eu nasci, não tinha ideia do que a vida seria, e o que ela me traria de bom e de ruim. Quando completei nove meses, minha maior vontade era conseguir andar, e eu consegui. Então, fui crescendo e experimentando a vida. Aos três anos, meu sonho era ser bailarina, eu queria viver dançando até o mundo acabar. Aos quatro anos, eu queria ser veterinária, pois amava os animais e achava que aquela era a maior certeza que eu tinha na minha vida, e talvez fosse.

Aos seis anos, eu queria ser professora. Sempre gostei de estudar, sempre me sentia feliz em sentar em algum lugar e escrever e ler, mesmo que fosse pouco. Aos oito anos eu queria ser médica, queria ajudar as pessoas e tirar a dor que elas sentiam. Mal eu sabia que existem muitas dores que ninguém pode curar, aquela dor na alma, aquela que muitas das vezes te leva a desacreditar que ainda vale a pena sonhar, mas ainda sim continuei a acreditar no meu futuro.

Enfim, chegaram meus dez anos. A vida já estava começando a me preparar para a adolescência, o que foi uma coisa muito incrível. Aos onze anos eu só queria ter muitos amigos, tantos amigos que não dava nem para contar nos dedos. Amigos aqueles que eu jurava que seriam eternos, mas não foi. Nunca é. Então, chegaram meus doze anos e então eu me apaixonei. Primeira vez que eu experimentava algo do tipo, era um sentimento totalmente diferente de qualquer um que eu já havida sentido na vida.

Aos treze anos, beijei pela primeira vez. Não foi tão incrível quanto eu achei que seria, mas foi algo que marcou. Eu me apaixonei na mesma velocidade que uma folha cai ao chão. Aos quatorze anos comecei a entender o que era a vida. Nada parecido com o que eu lia nos contos de fada ou via nos filmes, mas eu fui crescendo. Aos quinze tive minha primeira decepção, com amigos, com família e com alguém que eu gostei bastante. Achei que era o fim, mas nunca é. 

Aos dezessete aprendi a valorizar os poucos amigos, as pessoas que querem estar ao seu lado, e a família pois no fim de tudo são apenas eles que nós temos. Agora, estou perto dos dezoito. Algo incrível, algo que aconteceu tão rapidamente que nem sei explicar. Apenas o que sei é que eu me sinto feliz por estar onde estou, e cada fase da minha vida me ensinou muito. Aos dezoito, só quero um alguém que queira estar comigo, meus bons e velhos amigos que sempre estarão comigo e ser feliz, e talvez se a vida me permitir, quero ter um amor para a vida toda.